quarta-feira, 7 de março de 2012

VIVER DA MENTIRA


Realmente, há gente que vale a pena apreciar, a figurinha que fazem. “Metem os pés pelas mãos, e as mãos pelos pés”, julgando, que, os que os observam, são parvinhos e não sabem onde querem chegar. E já não falo dos governantes, que todos os dias tomam os portugueses por tolos, tentando que eles se aguentem sem revolta, perante as medidas que tomam e que nunca resultam nem resultarão, a não ser para os bancos e para o grande capital. Aqui gostaria mais de falar daqueles que no nosso dia à dia, nos contam patranhas, enganando-se a si próprios. Muitos desses safam-se durante algum tempo, mas acontece-lhes como na história tanto gritam “Aí vem lobo”, que quando acontece na realidade, já é tarde de mais.

Uns mentem nos amores, outros na vida profissional, outros na vida social, e uns quantos tentam enganar o seu próprio corpo. Quanto mais a sociedade perde os seus valores, mais cresce o número da gentinha a usar a mentira como meio de sobrevivência. Na verdade, e pior, é que se enganam mais a si próprios do que aos outros, correndo riscos graves. É como aquelas pessoas que usam botoque para esconder a idade, e depois ficam com uma cara que parecem uns bonecos de feira, e se vão deformando parecendo fantasmas, ou aquelas, outras que põem maquilhagem na cara e quando se levantam de manhã, sem ela, a sua cara parece um mapa de Portugal – sem ofensa para o mapa. Faces de menina, com mãos e as veias no pescoço, que parecem cordas. umas velhinhas de oitenta anos, mas piores, porque deformadas. Ou seja “Gato escondido com rabo de fora”.
Tratar o corpo é bom e saudável, e deve ser nossa obrigação, tentar enganar a sua natureza deturpando-o...
A verdade será sempre a verdade, e como o "azeite, vem sempre ao de cima". Seja na política, seja no nosso dia-à-dia com as pessoas com quem nos cruzamos.
Mentir para quê? Como diz a frase:
Ter alguém é uma escolha, permanecer junto é uma decisão que exige compromisso, entrega, honestidade e dedicação.
Amor é não enjoar de amar!! Rostinho bonito envelhece, maquilhagem sai com água, pele bonita enrruga, cabelo lindo fica branco, corpo definido cai, mas carácter fica

terça-feira, 6 de março de 2012

SECAR O DIA, um trompe l'oeil

Sabia que não se morria de amor. Procurava a indiferença. Secar o dia de pensamentos. quando as memórias apertavam, encontrava defeitos, todos péssimos, todos bárbaros. punha nuvens no céu límpido. fazia as árvores vergarem pelo vento inexistente. via as casas pintadas de preto, essa não cor, que existe pela semelhança com inferno da nossa alma. punha esgares no lugar dos sorrisos, olhos com íris de vidro, sem vida. tornava inválidos os saudáveis. no entanto... tal esforço se esfumava. Um simples olhar sobre uma fotografia, tudo transformava. as imagens, os cheiros, as palavras, surgiam do nada e fabricavam histórias, que ele queria e se negava a aceitar. do nada surgiam os seus olhos verde-água, o desenho da boca, a expressão do seu rosto...
Na verdade, era mais uma vez a sua mente a atraiçoá-lo, ela não existia, nada existia, tudo era um trompe l'oeil

Um aparte, a voz desta cantora "mata-me", independentemente do que canta.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O TEMPO, esse malvado sem retorno

A noite começa a cair. O domingo está a findar. Os carros diminuem nas ruas, as pessoas começam a regressar ao lar, preparando-se para nova jornada de trabalho que se avizinha. No ar, misturado com cheiro da madeira queimada das lareiras acesas, sentem-se os aromas de vários comeres em confecção. As janelas das casas se iluminam e no lusco-fusco do pôr do sol, que cai sobre os campos limítrofes à cidade, as árvores desenham figuras fantasmagóricas de beleza ímpar.
Torno-me nostálgico e apercebo-me da rapidez com que o tempo passa. Sinto cada vez mais a necessidade de o aproveitar, tirando partido dos momentos de rara beleza que a nossa volta se desenrolam. Saborear, cada vez mais, o presente, como uma dádiva única. deixar que o futuro, se acontecer, seja carregado com as memórias do que de bom se viveu.

domingo, 4 de março de 2012

FIM DE TARDE anúncio de Primavera

Fim de tarde de inverno, sem nuvens e sem chuva, que já vem anunciando a Primavera. Nas árvores começam a despontar as flores, em tons pastel, enriquecendo de tonalidade os espaços verdes, dos vários parques da cidade. Poderia ser um bom prenuncio, mas com tão pouca chuva, talvez não.

sexta-feira, 2 de março de 2012

AVISO ESCOLAR??

Constrói-se uma escola que custa milhões de euros ao país, para que tenhas as condições XPTO, e depois, não se sabe bem por quê, afixam-se cartazes de aviso, na estrutura exterior do edifício, como se não existisse um sítio mais adequado para este efeito, ou não houvesse dinheiro para comprar e colocar um painel informativo, Será que quem dirige esta escola, não se apercebe da imagem que transmite, não só para os seus utentes, mas também para os pais, familiares e população que ali passa?.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ASSIM SE PERDE....


Entra devagarinho, entre conversas cruzadas, vai-se alojando nos pequenos espaços que vai encontrando, vai-se agarrando à pele, aos cheiros, às imagens, aos mimos, às carícias e vai criando memórias, presença, ombro, até que entra no ADN, e depois... quando damos fé.. a paixão (ainda não é amor). depois....torna-se perverso, se não evolui para as fases seguintes, se não é correspondido, ou se, se inventam medos, tempos de espera, desculpas estranhas. No entanto, pior é abdicar de usufruir em nome de.. para que... tendo em conta que...neste momento...enfimmm. É assim que muitas vezes se perde, um possível, grande amor, porque antes que ele aconteça, já se lhe cortam as pernas.

GRAFITE



Olho os grafites nas paredes, e fico embevecido pela criatividade daqueles que se empolgam criando assinaturas “tags” e imagens.

Penso no desperdício daquelas pessoas, que se dedicam a “sujar as paredes” com cor, formas e mensagens quase subliminares.
Sabe-se que os grafiteiros, actuam em contravenção. Nisso encontram a “gozo”, mas seria bem melhor para todos e com ganho de espaço para actuarem, se eles aproveitassem a sua criatividade para desenvolver acções em locais, em que a visibilidade seria muito maior e contribuiriam para embelezar o ambiente da cidade como já fazem alguns por esse mundo fora. Muito ganhariam em colorido, paredes, até agora despidas, e outras tornar-se-iam mais interessantes, usando o chamado “Tromp de oeil”.


Grafite ou Graffiti (do italiano graffiti, plural de graffito, "marca ou inscrição feita em um muro") é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade - normalmente em espaço público.