Majestosa se abre para receber o sol e
a brisa da tarde, à semelhança do
sorriso que vislumbro no teu rosto quando chegas
acompanhada de palavras que confortam, vestida de viajante despreocupada. Observo
os diferentes ângulos, tento vislumbrar o que mais posso saber da sua natureza,
como chegou, de onde partiu, o que alimentou o seu crescimento e as razões da sua
cor e Vida. Tento captar a sua génese, mesmo sem lhe sentir o cheiro, nem saber
a importância do lugar ou a terra de onde se alimentou e cresceu. É possível que
seja essa a força maior que me mobiliza os pensamentos, na procura e estudo da
forma e feitio, que faz com que sejamos o que somos e como somos. Na realidade até que ponto a
natureza, ou a genética, nos molda para aparentarmos essa forma que nos faz seres
vivos e quanto as circunstâncias influem nesse percurso.
É difícil, quando te plantas aos meus olhos, não ficar perplexo com a beleza e o
quanto o Universo é perfeito e calculista quando nos apresenta espécimes raros
e capazes de nos motivarem a ir mais além do comum dos dias.
dc