Deixa que eu me ria Que eu gargalhe fundo no meu íntimo Deixa que transvaze esta ironia Este remoque que me sufoca e asfixia Esta farsa que se alastra e se apega Que contagia.
Deixa que eu me ria Que não goteje a mágoa deste dia Que não lacrimeje, que não atormente Que não chore, simplesmente.
Deixa que eu me ria Que meu riso, mesmo hipocrisia Me liberte, me afaste, me alivie Me isente desse embuste que atrofia Deste mundo falsário e pecaminoso Deste perjuro, falso e doloso,
Deixa que eu me ria Deixa que eu me ria!
do livro de poesia Mentes Perversas… (… e outras conversas!)
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