Fujo das
sombras que crescem sem luz que as alimente.
Enfrento-me no espelho. Tento trazer um sorriso aos lábios.
Fujo da travessura dos dias.
Afasto-me
dos pensamentos loucos que outros mais loucos me trazem.
Corro para longe da fúria que me assola e tinge os olhos de vermelho.
Tapo os ouvidos perante os gritos que chegam do Oriente na violência da guerra.
Procuro
a coragem para o caminho que ainda falta percorrer.
Na natureza tentei sentir as árvores, o cheiro das flores, o aroma da terra húmida.
No mar deixei-me embalar pelas ondas e o grito das gaivotas.
Aproveitei-me do horizonte preenchido de sol vermelho para acalmar a alma.
No meio de gente simples voltei a sentir a camaradagem e o bom dia de
desconhecidos.
Será
possível que tudo mude antes de o ocaso acontecer?
dc
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