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domingo, 16 de outubro de 2016

Seja por um só instante




A dúvida sempre ocorre na tomada de decisões, mau seria se não a tivéssemos,  mas se não decidimos, para o bem ou para o mal, arrastamo-nos deixando o “pélo debaixo da ferida" que impede a cura .  Temos, na dúvida, de tirar esse pequeno obstáculo do caminho e esperar o resultado, porque, seja ele qual for, será sempre positivo. Se a decisão for errada poderá ser emendada ou, pelo menos, evitará que cometamos erro semelhante no futuro. Se correcta tudo ficará bem.
Dói tomar decisões, mas dói muito mais a agonia da indecisão, ela divide-nos, no tem-te-não-caias, que se prolonga indefinidamente. Se a viajem é curta, para quê prolonga-la na indecisão de não arriscar? A indecisão não está, no ser curta ou longa a viajem, está na vontade, está no caminho, na bagagem, no veículo que se escolhe para a viajem, nos que se querem, ou não como companhia, nos custos emocionais ou económicos. Então, a decisão está no que é importante e queremos para nós, para o euzinho que somos.
Muitas vezes indecisos, porque nos preocupamos excessivamente com o que à volta nos rodeia. No entanto é bem possível, que ninguém repare em nada do que fazemos, nem se preocupe minimamente se somos felizes, esses outros estão preocupados com o seu bem estar e com o seu próprio euzinho.
Durante muito tempo, julguei a felicidade perceptível, em momentos raros das nossas vidas, como contraponto dos momentos menos bons. Entretanto fui aprendendo e percebi que a felicidade é vivenciarmos momentos únicos que nos alegram, que nos dão prazer, que não trocaríamos por coisa nenhuma e que gostaríamos de prolongar. Todos temos isso, quase diariamente, e nem reparamos nesses pequenos nadas que fazem a nossa vida ser melhor. Se tomarmos uma decisão que nos dê esse momento, por curto que seja, teremos vivido, teremos sido felizes, nem que seja por um só instante.

Momento
Saí-me do comodismo e caminhei na direcção da Foz do Douro, para captar imagens, procurando distrair-me com esse meu “vício”. Quando ali cheguei, fiquei vivenciando cada segundo até que o sol se escondesse no horizonte. Momento raro de felicidade, em que tudo se conjugou em meu benefício. Captei as imagens do que via, como criança comendo guloseima, e assim fui alterando meus pensamentos e alegrando o meu silêncio.

dc




sábado, 19 de setembro de 2015

Hoje. este sol


O sol entra pela janela enchendo a casa, é um sol claro brilhante, que atravessa a atmosfera, o céu límpido de Outono. O sol de Outono é mais único, quando as primeiras chuvas parecem aspirar todas as poeiras, como que se quisessem abrir as portas para ele passar e chega até nós, por vezes frio, no entanto rico na força que nos transmite, para superar o habitual sombrio inverno.

Hoje, este sol trouxe-me a saudade,

Este seria o “nosso” sol, idêntico ao que connosco se passeava, nas margens do rio, quando me visitavas, e do mesmo modo afastando tudo o que nos consumia, naqueles entretantos em que te ausentavas, Inicialmente tudo era um pouco frio, talvez pelas ausências que nos marcavam excessivamente, mas o reencontro fazia esquecer, de forma breve, tudo, e aproveitávamos o brilho de todos os elementos que nos faziam felizes, ultrapassando tudo e renovando para que não esmorecêssemos.

Hoje, este sol trouxe-me à realidade.

O “nosso” sol” trará sempre saudade, mas dificilmente o que sempre tivemos, Embora se diga que o sol nasce para todos, não nos ilumina todos os dias de igual modo, como o água do rio não passa duas vezes pela mesma margem.


dc