Amar-te não implica que me ames, que tenhas
de saber ou que tenhas consciência disso. Amar é uma opção minha, da qual não
prescindo. Aconteceu de forma inesperada, inconsciente. Seduzido lentamente por
frases e sorrisos que traziam sonhos e vontades. Na realidade, queria sentir a
sua alegria e felicidade, sabendo-a viva. Ao ama-la, senti-mo realizado. Pior
será dos que nunca amaram, que não sabem o significado desse sentir agridoce
que nos faz correr todos os dias para algum lugar, tantas vezes indeterminado.
A idade estabelece entre nós uma diferença razoável, daí entender a ausência de
alegria, motivação e vontade para fazer parte da minha vida. Não escolhemos
quem é o objecto do nosso amor, acontece, sente-se e pronto. Perdi-me no que
inventei de ti, e alimentei essa ideia. Quanto a mim, não me importo, como
dizia Vinícius, “que seja bom enquanto dure”. No entanto, amá-la é um
sentimento incondicional que me permite aceitar os seus desejos e vontades, permanecendo
longe dela. Acima de tudo, a sua felicidade é alegria suficiente para entender
as suas escolhas. É amá-la sem dor, não é assim que o amor deve ser?
dc
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