Assustador, pelo vento que o arrastava em ondas cadenciadas, o mar ia inundando tudo trazendo o medo à nossa pobre existência, as vagas enormes atemorizavam ao mesmo tempo que nos seduziam a avançar em sua direcção, atraíam-nos como se fossemos surfistas querendo apanhar a melhor onda. Apetecia desafiar a sua violência, como se fosse uma luta, que sentimos perdida, mas justa, contra o seu poder...o mar tem essa força.
As ondas iam explodindo contra o farol, ele ali parado continuava...apreciando a sua força. Um casal, que passeava pela marginal debaixo da chuva torrencial, parou para observar, como se aquele espectáculo fizesse parte de uma paisagem idílica do seu romance. Coisas estranhas que se fazem perante a força da natureza e os seu fascínio. dc
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
o mar tem essa força.
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Fotos: Diamantino Carvalho
domingo, 10 de janeiro de 2016
Tempo de ESPERA
Não sabes, mas eu fui lá, Esperei no tempo, não na esperança, pois desta teria, ou deveria estar mais convicto...não sei se foi a chuva, ou o vento que tudo fez parar... fiquei sozinho em silêncio, como se deve ficar...sem nada me apoquentar, Nada se pode fazer quando a vontade não chega e na carruagem dos dias a carga é intensa e as respostas são lentas... Olhei o brilho que vinha das barras de aço, a ferrugem depositada nos madeiros, a negrura do óleo no cascalho onde sobressaiam os parafusos poderosos de fixação... Olhei os fios eléctricos pendurados do céu, que faziam a malha que decorava o espaço cinzento das nuvens, neles as gotas da chuva, minúsculas esferas brilhantes, depositadas como peças de roupa. A voz de fundo anunciava o vai e vem dos chegados e dos que partiam como banda sonora do vazio que me rodeava.
Virei as costas ao momento, dirigindo-me para o carro estacionado... Deixei que a chuva entrasse pelo meu corpo, como se me quisesse lavar, ia escorrendo pelo cabelo, entrando finamente pelo pescoço até dentro gelando o peito...
Amanhã tudo será diferente, talvez mudando a espera pela esperança... Na verdade o tempo não se recupera, acontece!
dc
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Vem....
Vem...
que eu te espero como sempre esperei
e como sempre esperando estarei.
Vem...
dá-me só um sinal
para que o relógio tenha horário igual
Vem...
que eu vou-te buscar
onde sempre fui para não te perderes do chegar
Vem...
estou aqui no mesmo lugar
que sempre estive para te abraçar.
Vem...
como sempre soubeste,
como sempre fizeste, para gente se amar
Vem...
não percas esse luxo que é o tempo
de ter tempo para viver o momento
que eu te espero como sempre esperei
e como sempre esperando estarei.
Vem...
dá-me só um sinal
para que o relógio tenha horário igual
Vem...
que eu vou-te buscar
onde sempre fui para não te perderes do chegar
Vem...
estou aqui no mesmo lugar
que sempre estive para te abraçar.
Vem...
como sempre soubeste,
como sempre fizeste, para gente se amar
Vem...
não percas esse luxo que é o tempo
de ter tempo para viver o momento
Vem...
e no meu olhar vais encontrar
o brilho que apaga toda a saudade de esperar
Vem...
a sexta feira não é o treze da superstição
em qualquer dia o comboio chega à estação
Vem...
somente vem... despojada de medo
liberta-te... já não amamos em segredo
dc
e no meu olhar vais encontrar
o brilho que apaga toda a saudade de esperar
Vem...
a sexta feira não é o treze da superstição
em qualquer dia o comboio chega à estação
Vem...
somente vem... despojada de medo
liberta-te... já não amamos em segredo
dc
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
A CHAVE..
A chave tem dentes,
Como a boca que se beija.
A chave só importa
Se liberta nossas mentes
E com ela a porta
Ao coração que se deseja.
dc.
Como a boca que se beija.
A chave só importa
Se liberta nossas mentes
E com ela a porta
Ao coração que se deseja.
dc.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Ouvindo o seu ninar
Nas noites adormecia
Ouvindo o seu ninar
Em voz que esmorecia
No cansaço do falar
Com atenção ouvia
As palavras do deitar
Com algumas me desiludia
Por delas nada tirar
Em outras eu vibrava
E pela noite repetia
Até ao sonho que chegava
E me levava ao nascer do dia
Num dia esquecido
A voz não chegou
Ela se tinha perdido
Em alguém que encontrou
Hoje lembro a sua voz
Nas noites sem dormir
Sem saber a razão de em nós
Se ter perdido o sentir
dc
Ouvindo o seu ninar
Em voz que esmorecia
No cansaço do falar
Com atenção ouvia
As palavras do deitar
Com algumas me desiludia
Por delas nada tirar
Em outras eu vibrava
E pela noite repetia
Até ao sonho que chegava
E me levava ao nascer do dia
Num dia esquecido
A voz não chegou
Ela se tinha perdido
Em alguém que encontrou
Hoje lembro a sua voz
Nas noites sem dormir
Sem saber a razão de em nós
Se ter perdido o sentir
dc
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E o amor ...
Colado o corpo
Colada a boca
Sente-se a “carne”
Meio louca.
Forte atracção
Às claras exibida
E sorvida
Com sofreguidão.
E o amor..
Importa ou não?
dc
Colada a boca
Sente-se a “carne”
Meio louca.
Forte atracção
Às claras exibida
E sorvida
Com sofreguidão.
E o amor..
Importa ou não?
dc
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Te Sonho
Te
sonho
Sentindo teu rosto nas minhas mãos
Te sonho
Nos meus braços aconchegada
Te sonho
Num acordar sem o teu lugar vazio
Te sonho
Perfumando o ar da madrugada
Te sonho
Dias e noites a fio
Te sonho
E me perco das realidades
Te sonho
E acordo com saudades
Te sonho
Sem saber se foste a insana paixão
ou se te sonho
Sem noção da realidade ou ilusão.
dc
Sentindo teu rosto nas minhas mãos
Te sonho
Nos meus braços aconchegada
Te sonho
Num acordar sem o teu lugar vazio
Te sonho
Perfumando o ar da madrugada
Te sonho
Dias e noites a fio
Te sonho
E me perco das realidades
Te sonho
E acordo com saudades
Te sonho
Sem saber se foste a insana paixão
ou se te sonho
Sem noção da realidade ou ilusão.
dc
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