domingo, 25 de março de 2012

MuDança DA HORA

O que faz a mudança da hora
Hoje mudou a hora. O transtorno é enorme de repente tudo parece surgir fora de tempo. Dormimos menos uma hora, ou acordamos mais cedo uma hora? Aqui começa a história do copo meio cheio ou meio vazio, e mais complicado se torna. Mas mudou a hora, como? Passou a ter 56 minutos; foi de malas e bagagens para “Cochinchina”; foi para uma vivenda e deixou o andar? Que confusão vai nesta cabeça.
Uma coisa é certa, desde que acordei até agora, tenho verificado um menor ruído, e um enorme desfasamento, entre os diversos ruídos comuns, que costumam encher o meu dia.

Na maioria dos países do mundo, se muda a hora, e sem dúvida uma das razão principais é de ordem económica. Falta apurar quem mais beneficia disso, se os interesses económicos privados, ou os países. Será que não haveria outra forma de fazer as coisas. Eu julgo que sim, mas quem sou eu???? Como tal sugiro que leia o blog abaixo indicado, do qual publico um pequeno texto, e tirem as vossas próprias conclusões.

Vale a pena consultar o blog:
http://www.mouras.net/horaverao/persuaccao_horaverao_dados.htm

E teremos uma ideia de como é feita a avaliação das conveniências e inconveniências destas mudanças.

Transcrevo desse blog o seguinte trecho:

“De acordo com uma sondagem realizada pela Albenture - empresa especializada na conciliação da vida pessoal e vida laboral - em Espanha, 56% dos sete mil trabalhadores inquiridos manifestaram que a mudança horária lhes cria algum tipo de perturbação. Segundo este estudo, 60 % dos entrevistados consideram que lhes afecta sobretudo no sono, enquanto 11% apontam para implicações no trabalho e cerca de 10% apontam a hora de almoço. O cansaço é o sintoma mais habitual, seguido da depressão (10%), falta de concentração (7%), ansiedade (6%) e até da falta de apetite (1%). Ainda de acordo com o trabalho desenvolvido pela Albenture, o tempo de adaptação necessário entre aqueles que dizem sofrer de transtornos varia muito. Enquanto 5% asseguram que não precisam mais de 24 horas para regressar à rotina normal, cerca de 39% garantem precisar de dois a três dias para se adaptarem ao novo horário. Já 31% dizem necessitar de uma semana e 21%, de mais de sete dias [fonte: artigo do DN de 30/11/2010].

Se há estudos que indicam poupanças de energia com a mudança de hora, há outros estudos internacionais que demonstram o contrário. Por exemplo: «Does Daylight Saving Time Save Energy? Evidence From a Natural Experiment in Indiana», de Matthew J. Kotchen e Laura E. Grant, que concluiu pelo aumento do consumo de electricidade nas casas, pela mudança de hora, já que a poupança das famílias em electricidade para iluminação era ultrapassada pelos gastos adicionais em electricidade para aquecimento e arrefecimento.

Causa problemas nas explorações agrícolas, nomeadamente com os horários de ordenha dos animais. Os agricultores e criadores de gado têm que mudar horários para venderem as suas colheitas a pessoas que cumprem a mudança de hora.”

sábado, 24 de março de 2012

SOMBRAS E FOTOGRAFIA



As imagens de sombras, têm o seu quê de subjectividade, mas são esteticamente interessantes. Nestes casos, a cor torna-se secundária. Funciona o claro escuro como linguagem. a harmonia, composição espacial e o enquadramento. O referente em si não é fotografado, mas a representação dele, o que no leva a uma maior criatividade e imaginação. não só ao tipo de referente que originou a sombra, como as múltiplas sugestões que ele pode dar em termos de adjectivação. Não raras vezes a sombra é muito mais clara na informação, ou na categorização do objecto. Se verificarmos na foto da árvore não, nos perdemos com os vários matizes e formas, que possivelmente o referente possui, e vemos a "árvore", a estação do ano, o sol, e até, com um pouquinho de atenção a hora do dia, tendo em conta a sua projecção na parede.

Estas pequenas observações, têm simplesmente o intuito, de aliciar as pessoas a encontrar outras motivos a fotografar, sem medo de fazer experiências educando o olhar, observando melhor o que as rodeia.

sexta-feira, 23 de março de 2012

CHAMINÉ, AINDA ESTÁS EM PÉ ?



Constava-se, há uns anos atrás, que no espaço “abandonado” onde estivera instalada a antiga Fábrica do Carrinhos da Senhora da Hora, iria surgir um empreendimento de grande envergadura, com uma série de apartamentos de luxo, e uma zona verde adequada; um estabelecimento de ensino privado e a chaminé e o edifico adjacente seria recuperado.
Não conheço a dimensão deste “consta-se”, mas uma coisa é certa, um conjunto de apartamentos foi começado à cerca de dois anos e continua por acabar, segundo parece está a dar um prejuízo enorme. O estabelecimento de ensino começou pequenino e já foi ampliado, segundo dizem para pessoal pagante, acima da média. A chaminé e o edifício adjacente estão a ficar em condições precárias possivelmente à espera de melhores dias, ou acabando por ruir.

Se intenção era melhorar o aspecto daquela espaço, que deve ter sido comprado com um preço especial, tendo em conta o que se “oferecia” à população, na verdade o que se viu foi avançar com o que dava lucro imediato e depois o restante logo se vê. O que significa que o aspecto só melhorou parcialmente, e na parte mais lucrativa.


Quanto a chaminé e o tal edifico, sempre poderá ser vista como ruína industrial adequada a visitas de estudo. O que é uma pena.

quinta-feira, 22 de março de 2012

DOIS PONTOS...

Dois pontos acima do umbigo
do tamanho de grãos de trigo
Da tua boca são procura
do teu desejo a loucura

A polpa de meus dedos quase seda
Procuram em teu corpo o veludo
De seu bosque a vereda
Onde a vida é quase tudo

Dois pontos grãos de trigo
Na tua boca são loucura
No teu corpo minha procura
De fazer o amor contigo


HOJE FOI UM DIA DIFERENTE

 
Hoje o dia foi diferente. De palavras cruzadas, nem sempre as mais adequadas, ou melhor pensadas. No entanto teve algo de bom, foram ditas do coração e vividas com emoção. Por isso, dizer o que se pensa, mesmo que nem sempre de forma acertada, tem a vantagem de não manter ambiguidades, e esclarecer pontos de vista, corrigir mas interpretações. Não deixar a pulga atrás da orelha.

Que bom foi hoje escrifalar...porque ambos ficamos a ganhar

terça-feira, 20 de março de 2012

EM NOME DO PAI

Deixei passar dia de propósito. Nunca gostei dos dias da Mãe, do Pai, do Namorado. Foram criados pelo marketing comercial para que se façam vários negócios à volta do assunto. Daí a proposta de serem festejados como se fossem aniversários de factos passados, que marcaram a história de cada e que merecessem ser lembrados.
Parece um contra-senso colocar este texto, mas faço propositadamente. para mostrar mais uma vez porque não gosto destes"dias".

Para mim existem três dias de celebração para os pais, e esses são especiais para cada um conforme o seu modo de ver. Dia em que o nosso pai nasceu, o dia em nós nascemos e os tornam pais todos os dias, e o dia em que ele morreu, são datas de facto memoráveis, pela presença e pela ausência. O resto é conversa fiada.


Assim da partida dum pai.

Partiu definitivamente
Sem retorno
Como tudo o que é finito.
Partiu fisicamente.
Legou-te a vida e o exemplo.
Ajudou-te no caminhar,
No viver
No dar e amar.
Foi presente enquanto pode,
Foi templo
Do teu coração.
Deixa-o partir em paz
Não chores a tristeza
Da sua ida
Só por que te era
Alma tão querida.
Canta de alegria
Por certo ele gostaria
De saber-te viver
Ausência sem nostalgia.
Vive, sê capaz
De renascer e continuar
O caminho que te legou.
Ama como ele amou.
O futuro te há-de dar
Tanto quanto te deu
E um dia te aperceberás
Num leve acordar
Quanto amor tens de seu.

segunda-feira, 19 de março de 2012

É SÓ UM NÚMERO

Este é um número como outro qualquer, mas poderia ser o das centenas de vezes que peguei no telefone para dizer o que tem de ser dito, mesmo que custe, mesmo que o resultado seja pior do que se espera. Das muitas vezes que fui desagradável com alguém, ou até, das muitas que me sai bem, fui simpático e resolvi algo de forma positiva. Poderia ser o número de passos que conto na caminhada para tomar café, na vulgaridade dos dias. Poderia ser um número das mentiras que ouvi, das palavras de conveniência, das flores que ofereci, das vidas que conheci. Na realidade não é mais do que um número que se aplica matemática e estatisticamente, e que na realidade é um elemento condicionante. "Já te disse milhentas vezes que gosto de ti", Já te disse dezenas de vezes, que isso não se faz", " Mandei-te flores pelo menos, uma vez", " A broa de Avintes, custa três euros. Tudo valores e valorizações, de gestos e atitudes, que se não fossem feitas, evitavam que a nossa vida e as emoções que a acompanham fossem perturbadas. Não é por acaso que se diz "quem corre por gosto não cansa". É que nessas alturas, o tempo, a distância e os custos, não são medidos em número, mas em doses de prazer e emoção

Será melhor esquecermos o número de vezes, e pensarmos mais no que de bom podemos obter. Aquilo que nos agrada repetimo-lo vezes sem conta e de boa vontade, então é isso que devemos fazer. Deixemos a história do "pensa três vezes antes de agir", porque se não tiramos o sal da vida. De certeza que são mais as vezes que ficamos a ganhar do que aquelas em que perdemos.

Já agora... fui eu que disse primeiro!..... nã estou a brincar... ufha...