Sou folha caída
Duma árvore com vida.
Sou a queda necessária
Histórica e revolucionária
Dialética e sua espiral
Cumprindo um ritual
Na terra enriquecida
À árvore dou vida
dc
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Sou folha caída
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Foto:Interne- Via colours for you
terça-feira, 6 de outubro de 2015
O Ser, da gente
Pousam
No teu contorno
As folhas caídas
De Outono
Escolheram
Teu corpo
Tua frescura
Tua forma
Tua candura
No acaso
Do seu cair
Acentuaram
Tua beleza
Com a cor
Da natureza
Folhas caídas
Na terra
Em seu tempo
Numa troca
De’vidas
Como húmus
Do renascer
Assim
Como na pele
Assim
Como no corpo
E seu ventre
Cai a semente
Nasce humano
O Ser da gente
dc
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Foto.Internet
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Lá, na imaginação
No segredo, do nosso encontro de palavras, se descobre a beleza das rosas, sem a dimensão do seu cheiro nem o sentir dos espinhos que as protegem. Nelas a noção de como agarro teu sorriso e fico com ele, passeando nos meus pensamentos, dando cor aos dias, limando as arestas de momentos difíceis, aceitando que traga aos meus olhos brilhos de alegria.
Faço-te princesa do meu reino, mesmo não sendo príncipe, servo, ou rei, és personagem principal do meu conto, ilustrando meu coração. Imagino-te, na espera do meu regresso, vindo da floresta distante, destruídos os obstáculos e eliminados os inimigos, trazendo a paz ao teu regaço e esperança renascida.
Sei-te sabedora de corações doridos, de sentimentos feridos, de vontades e desejos capazes de grandes batalhas, Certamente a distância existe como um factor de distracção, somente isso, do toque da realidade física, mas prova que os sentidos e emoções são fonte de proximidade.
Na verdade, rosas, sorrisos e brilhos, são acessórios neste nosso conto de fadas, mas que nos fazem tão bem, que até a distância, a espera e a realidade física, se esbatem, com o calor das palavras e seus sentidos, tornando-nos a realidade possível...
dc.
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Foto. internet
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Como folhas caídas
O verde acastanhado das folhas, a terra coberta por diferentes matizes, húmida das primeiras chuvas, o fumo saindo das chaminés das casas, como se fossem comboios parados na estação esperando ordem de partida, O balir dos animais, pastando, A brisa tirando as folhas que ainda subsistem em alguns galhos, vão-no carregando de nostalgia e uma melancolia enorme se apossa de si.
O olhar se perde na planície a desaparecer da vista, num observar de dentro, em que se confundem, realidade e sentir, olhar cego que não vê, vive da memória do que reconhece, agarrando tudo o que se liga ao que decorre no seu pensamento. Como folhas caídas, despindo as árvores, criando o húmus da terra, também vai rasgando, páginas sucessivas, dos registos que se foram construindo, entre dores e alegrias, deixando correr o filme até ao The End, que o permita regressar à realidade e plantar em terra fresca novas ideias, esperança e força para novas batalhas.
Saber quanto tempo decorreu, entre a chegada e a partida, é secundário, importante foi o que aprendeu e amadureceu nesse estar... frente aquela imensidão, integrado, como elemento indiferenciado e constituinte da natureza, lhe permitiu se redescobrir dentro da sua própria natureza.
dc
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015
CHUVA DE OUTONO
Cai vertiginosa deslizando, nesses montes e vales, regando a terra fértil, refrescando seu ardor. Ela se deixa possuir por aquele, algo, sem contorno, que revela sua forma e liberta seu espírito para voos inesperados. Corre, escorre e percorre, massajando, leve, docemente, num êxtase inexplicável, como se num deserto, encontrasse a fonte da vida.Ali, completamente só, despida de tudo, submete-se à sua limpidez, lavando sujidade ou pecados maiores, por vezes resíduos de um amor não desejado.
dc
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Foto: via Veronique Fauré
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
PENSEROS
A boca se mexia
Num vai e vem
Deliciado
Ele se encantava
No seu ventre rosado
Ela lambia
E a boca arredondava
E ele absorvia
A frescura do ventre
Molhado...e gostava
Nela o brilho nos olhos
Do prazer que findava
Ele todo se perdia
E mais se deliciava
Na boca que se mexia
Quando o creme escorria
Ela com o dedo limpava
E quanto mais ela fazia
Mais ele gostava
Do prazer que sentia
Ela do êxtase suspendia
O gelado que lambia
Ele se repousava
Exausto de comer
Toda aquela melancia
Ambos com alegria
A sesta foram fazer
(Até ao findar o dia)
E nela usufruírem
Dum outro amor e prazer
Num vai e vem
Deliciado
Ele se encantava
No seu ventre rosado
Ela lambia
E a boca arredondava
E ele absorvia
A frescura do ventre
Molhado...e gostava
Nela o brilho nos olhos
Do prazer que findava
Ele todo se perdia
E mais se deliciava
Na boca que se mexia
Quando o creme escorria
Ela com o dedo limpava
E quanto mais ela fazia
Mais ele gostava
Do prazer que sentia
Ela do êxtase suspendia
O gelado que lambia
Ele se repousava
Exausto de comer
Toda aquela melancia
Ambos com alegria
A sesta foram fazer
(Até ao findar o dia)
E nela usufruírem
Dum outro amor e prazer
dc
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Segredo entre lábios
Quando os lábios se misturam, nesse beijar de bocas inquietas, de línguas conversando, de sabores se cruzando, tudo em nós se altera, deixando-nos a mente vazia, o sangue afluindo à superfície da pele, e o coração se acelerando em desejos e emoções que as palavras escasseiam no descrever.Como se explica a maciez dos lábios, uns se encontrando nos outros, o calor que emanam, a mordida leve, a sofreguidão e ansiedade na procura, querendo, cada boca, saber da conversa invisível que ali acontece. Comportam-se como invisuais, tacteando na descoberta, querendo memorizar a existências dos contornos e prender os sabores no temido findar. Não existe ampulheta, mecanismo que estabeleça o tempo, nem quando finda. Sabe-se, por vezes, as bocas são atrevidas, se afastam percorrendo caminhos mais alargados, indo mais fundo, surpreendendo-nos nessas outras experiências, no entanto regressam sempre ao princípio, nesse selar de amor e paixões que ficam no segredo entre lábios.
dc
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